Goleada santista: sétima maior da história
O 7 a 0 no San José (BOL) entra para uma seleta lista, onde já estava o Peixe, de Pelé

Dois clubes brasileiros já conseguiram vencer seus jogos marcando seis ou mais gols nesta Taça Libertadores. O Fluminense tinha passado fácil pelo Arsenal por 6 a 0 e, nesta terça, o Santos foi ainda melhor e impos um 7 a 0 frente aos bolivianos do San José. Mas goleadas deste tipo acontecem em quase todas as edições, tanto que os estádios sul-americanos já registraram estes altos placares para um dos oponentes em 79 oportunidades, sendo que a diferença acima de seis gols aconteceu 51 vezes e acima de sete apenas 13.
A maior goleada brasileira na Libertadores é do Santos, mas não a desta semana, e sim a de 1962 sobre o Cerro Porteño por 9 a 1 na campanha do primeiro título alvinegro na competição, comandado pelo Rei Pelé. O 7 a 0 diante do San José, no entanto, não fica tão atrás e divide a posição de segunda maior de um clube nacional com a do Palmeiras em 1995, que venceu o El Nacional, do Equador, pelo mesmo placar.
Já o 6 a 0 do Flu figura na lista das grandes goleadas, mas outras cinco equipes compatriotas já terminaram partidas com os mesmos números. Isso inclui o próprio Tricolor em 71, diante do venezuelano Deportivo Italia.
Na história da competição, o recorde pertence ao Penãrol desde 1970, quando o time uruguaio humilhou o Valencia, da Venezuela, com um 11 a 2. A própria equipe uruguaia e o River Plate, da Argentina, aplicaram goleadas por 9 a 0 no The Strongest, da Bolívia (71), e no Universitario, do Peru (70), respectivamente. Logo em seguida, vem o 9 a 1 santista de 62, copiado também pelo Peñarol no ano seguinte contra o Everest, do Equador. O 7 a 0 desta terça entra na sétima colocação da história.
Confira as maiores goleadas da Taça Libertadores da América:
| As maiores goleadas da história | As maiores goleadas de brasileiros | |
| 1 - Peñarol 11 x 2 Valencia (70) | 1 - Santos 9 x 1 Cerro (62) | |
| 2 - River 9 x 0 Universitario (70) | 2 - Palmeiras 7 x 0 El Nacional (95) | |
| Peñarol 9 x 0 The Strongest (71) | Santos 7 x 0 San José (08) | |
| 4 - Santos 9 x 1 Cerro (62) | 4 - Flamengo 8 x 2 Minerven (93) | |
| Peñarol 9 x 1 Everest (63) | Corinthians 8 x 2 Cerro (99) | |
| 6 - Blooming 8 x 0 Dep. Italia (85) | 6 - Cruzeiro 7 x 1 Alianza (76) | |
| 7 - Millonarios 7 x 0 Univ. Chile (60) | Flamengo 7 x 1 Blooming (83) | |
| Cerro 7 x 0 Aurora-BOL (64) | 8 - Fluminense 6 x 0 Dep. Italia (71) | |
| River 7 x 0 31 de Octubre-BOL (67) | Corinthians 6 x 0 LDU (00) | |
| Palmeiras 7 x 0 El Nacional (95) | Atlético-MG 6 x 0 Cobreloa (00) | |
| Bolívar 7 x 0 Minerven (97) | Santos 6 x 0 Bolívar (05) | |
| Boca Juniors 7 x 0 Bolívar (07) | Santo André 6 x 0 Táchira (05) | |
| Santos 7 x 0 San Jose (08) | Fluminense 6 x 0 Arsenal-ARG (08) |
O Peixe é também o brasileiro que mais vezes fez seis ou mais gols nos rivais sul-americanos, somando quatro ao todo. O arqui-rival Corinthians goleou na competição em três oportunidades, enquanto Flamengo, Fluminense e Palmeiras conquistaram duas vitórias deste tipo. Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional, Grêmio, Guarani, Santo André e Paysandu também marcaram seis gols num adversário da Libertadores. O São Paulo, o brasileiro que mais conquistou o torneio - foram três títulos - jamais fez seis gols num mesmo jogo de Libertadores.

Os times que mais conquistaram goleadas acima de seis gols são o Peñarol e o River Plate, que chegaram a esses números cinco vezes. Mas os uruguaios já perderam duas vezes por este placar: 6 a 2 para o Intern em 89 e 6 a 1 para o Real Potosí (Bolívia) em 2002. Santos, Cerro Porteño (Paraguai) e Bolívar (Bolívia) golearam quatro rivais. Assim como o River, os adversários nunca devolveram uma derrota dessas ao Peixe. Já os paraguaios sofreram quatro goleadas do gênero e os bolivianos três.
Os times brasileiros jamais foram derrotados por seis ou mais gols, e são os recordistas deste tipo de goleada, que já aplicaram impiedosamente em 20 oportunidades. Os argentinos venceram 12 vezes, os bolivianos ocupam a terceira posição com nove goleadas, seguidos de uruguaios e chileno com oito, peruanos com sete, colombianos com cinco, paraguaios e mexicanos com quatro e equatorianos com três. Os venezuelanos nunca sentiram o sabor destas vitórias.
O maior saco de pancadas da Libertadores é o Minerven, da Venezuela, que perdeu cinco vezes por seis ou mais gols, incluindo um 8 a 2 para o Flamengo em 1993. O Cerro e o Jorge Wilstermann, da Bolívia, apanharam quatro vezes desde 1960. Em termos de países, os times que mais sofreram foram os times bolivianos, com 23 derrotas por altas goleadas, seguidos de perto pelos venezuelanos, que já perderam 20 vezes desta maneira. Peruanos foram massacrados oito vezes, chilenos seis, paraguaios cinco, argentinos, uruguaios e equatorianos quatro, colombianos três e mexicanos dois.
[Fonte:Globo Esporte]
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